SÉRIES // THIS IS US

Não sei se vocês fazem o mesmo, mas quando sei que uma série vai ser boa costumo adiá-la o máximo que consigo. Deixo andar, vejo outras que sejam medíocres e vou-me contentando com as mesmas. Fiz isto com Breaking Bad - que não acabei ainda porque não tenho coragem para terminar algo tão bom - e com diversas outras séries que, tal como previra, se revelaram para lá de excelentes. Desde que vi o anúncio na Fox Life de This is Us, sabia que seria boa. Depois tive a comprovação - uma amiga viu e recomendou-me vivamente. E eu adiei, adiei e voltei a adiar... até há 3 dias atrás.

Esta série conta a história de 4 pessoas que partilham a mesma data de nascimento e que integram a mesma família - os gémeos Kate e Kevin, o Randall, irmão adotivo deles desde o dia do seu nascimento e Jack, um dos progenitores e pilares desta família - desde o momento de que os pais os conceberam até ao seu 36º aniversário, com todas as amarguras, revelações e amizades que a vida lhes proporcionou.


Esta série tem uma narrativa simples, um elenco modesto, cenários e figurinos nada elaborados mas, ainda assim, conseguiu conquistar a minha atenção desde o primeiro momento. A alternação entre o passado - com a história dos pais e do crescimento dos filhos - com o presente - onde os acontecimentos são intensos e as revelações são muitas  - está feita de uma forma soberba, com o cruzar daquilo que acontece no presente com aquilo que já aconteceu semelhante no passado. Isto cria alguma dinâmica, que faz com que a série não seja nada monótona. Ao longo dos episódios vamo-nos relacionando cada vez mais com as personagens e com as suas histórias e, pelos episódios finais, a não ser que sejam feitos de pedra, preparem-se para uma valente choradeira ou, pelo menos, para uma lágrima no canto do olho. 

As personagens desta família são todas autênticas pérolas preciosas, com algo único e muito especial a acrescentar à história. Não é difícil, de todo, apaixonarmo-nos pela paixão do Jack, pela bondade do Randall, pelo sonho da Rebecca, pela perseverança da Kate ou pela lealdade do Kevin - cada um deles tão diferente mas tão igual, não fossem eles todos relacionados entre si. São personagens muito fortes, ricas, genialmente interpretadas por cada um dos atores do elenco - com a qual fiquei agradavelmente surpreendida - e que mostram que nem todos somos perfeitos e que, por trás de qualquer ação, existe uma história que nós podemos não conhecer. 

Acho que, depois de traçar todos estes elogios a esta série, será de esperar aquilo que vou concluir - recomendo vivamente que vejam esta série. Especialmente aos românticos incuráveis, a quem gosta de histórias reais, sem grandes exageros e àqueles que procuram algo mais sério. Pura, dura e crua. É uma excelente forma de descrever esta história que nos deixa com um aperto no coração e com a sensação agridoce de estarmos felizes e tristes ao mesmo tempo. A primeira temporada não tem o final mais feliz, mas nem sempre a vida o tem e temos que aprender a lidar com isso.

"There's no lemon so sour that you can't make something resembling lemonade"

Já conheciam esta série? Gostam de séries assim, mais emotivas?

TRAVELLING // PALÁCIO NACIONAL DA PENA

Neste ano, quando começámos a ponderar o destino das férias de família, decidimos que queríamos, ao contrário de anos anteriores, conhecer um sítio novo. Como, apesar de eu e da minha irmã já conhecermos uma boa parte de Lisboa, decidimos que seria um bom destino para passear um pouco, uma vez que o meu pai não conhecia grande parte da nossa capital. Rumámos então à capital, sem qualquer plano traçado e apenas com uma pequena ideia daquilo que queríamos visitar - que, apesar de não ser a minha forma favorita de viajar, acabou por resultar a cem por cento.


Acho que é mais do que óbvio que sou uma grande apaixonada por Sintra - como já dei a entender nesta publicação exclusivamente dedicada a esta cidade mágica - mas, por uma grande falha minha, nunca tinha visitado aquela que é a principal atração da cidade: o Palácio Nacional da Pena. Depois de muito debate sobre onde deveríamos ir - haverá, por aí, família mais indecisa do que a minha? - decidimos visitar então este Palácio, cheios de expectativas. 

ACERCA DO PALÁCIO

Decidimos começar por aquilo que me chamava mais a atenção neste local: o palácio, no seu exterior e no seu interior. Nos seus tons amarelos, arroxeados e vermelhos, é sem dúvida imponente e esteticamente apelativo.

Com influências arquitectónicas manuelinas, este monumento mostra o romantismo característico da época, enfatizando o nome dado a esta cidade - considerada por muitos a cidade do romance e da magia em Portugal.



No seu interior, podemos ver os aposentos privados do rei D. Carlos I e de D. Amélia, assim como as salas de estar deles, os quartos dos camareiros e senhoras de companhia, as cozinhas e as salas de lazer. Com os tectos bastante ornamentados - seja esculpidos ou com pinturas extravagantes - e as salas decoradas a primor com peças do século XIX e XX, é um deleite passearmos pelos corredores deste Palácio e apercebermo-nos de que o que na altura era luxuoso, para nós é algo absolutamente normal - aliás, existem cortinados lá que são muito idênticos àqueles que tenho em minha casa!




A minha parte favorita de todo o Palácio foram varandas incríveis que apresentavam uma vista tanto sobre o próprio Palácio, permitindo-nos apreciar a arquitectura e o detalhe com que esta obra foi feita, o belo Parque da Pena, com toda a sua verde vegetação que se estende por longas léguas e que nos aumenta o contacto com a Natureza e ainda a bela vila de Sintra. Além disso, como fomos num dia de muito nevoeiro, este dava uma aura misteriosa ao Palácio; como se, a qualquer momento, uma criatura de um universo mágico paralelo fosse aparecer pelo Parque. E isto tornou a experiência ainda mais mágica - o que nos é prometido e cumprido sempre que vamos a Sintra e aqui não poderia ser excepção.

ACERCA DOS JARDINS

Depois de visitarmos o palácio, já estávamos um pouco cansados mas ainda assim corremos pelo menos dois terços dos Jardins da Pena. Começámos pelo local que, segundo a opinião geral, valia mais a pena - a Cruz Alta, o local mais alto da Serra de Sintra. Este local revelou-se uma desilusão porque, como já mencionei, estava nevoeiro, e portanto não conseguimos apreciar a vista que nos era prometida.

Seguimos pela Lagoa das Conchas, uma pequenina lagoa soalheira e rumámos para o Jardim das Camélias, que era o local no jardim que mais me fascinava. Mais uma vez, fiquei um pouco desiludida porque as camélias não estavam nos seus melhores dias - talvez não seja a época destas belas flores. Mas, ligeiramente ao lado, descobri algo que me deixou a suspirar. A Estufa Quente, tal como o nome indica, é uma estufa para plantas que necessitam de temperaturas mais amenas e que, apesar de não podermos visitar o seu interior, me deixou apaixonada pelo seu aspecto.


Por fim, e como já estava a ficar um pouco escuro e extremamente frio, decidimos acabar no Vale dos Lagos, constituído por cinco lagos que confluem uns nos outros e que são ligeiramente diferentes. Dois deles tinham peixes gigantes - juro, peixes de tamanho anormalmente grande - e os restantes tinham uns passos bastante engraçados.

Existem bancos espalhados por todos os cantos do jardim para podermos fazer uma pausa, comer qualquer merenda que tenhamos levado connosco na sombra de todas aquelas árvores, tal e qual os príncipes de outros tempos e aproveitar o contacto com a Natureza. Apesar de ter achado jardins muito bonitos, confesso que os da Quinta da Regaleira me encheram mais as medidas e, se não fosse o Palácio em si, não recomendava a visita.


Acabámos a tarde a comer uma queijada e um travesseiro na Piriquita, a icónica pastelaria da área, que acabou por ser o final ideal para esta tarde bem passada.

Se recomendo a visita ao Palácio? Recomendo, nem que seja uma vez na vida. Os preços não são convidativos - 14 euros um bilhete de adulto -, e, já que estamos a ser sinceros, são sobrevalorizados; ainda assim, não deixa de ser uma visita bonita e confere uma vista sobre a cidade ímpar. Passa-se lá facilmente uma tarde bastante agradável e sentimos o tempo a voar, sem sombra de dúvida. Aconselho-vos a evitarem dias muito nublados - aprendi com o erro - para poderem apreciar as paisagens que o Palácio e os seus Jardins têm para oferecer.

[As fotografias desta publicação foram tiradas com o meu telemóvel porque, apesar de ter tirado imensas fotografias com a minha máquina e a maior parte delas, modéstia à parte, estarem incríveis, parti o cartão de memória ao meio e perdi todas as fotografias que lá tinha - o pesadelo de uma blogger aconteceu - e, portanto, fiquei sem fotografias para as próximas 4 publicações que já tinha planeadas. Peço, em antemão, desculpa pelas fotografias das publicações das férias terem uma qualidade inferior ao habitual.]

Já visitaram o Palácio da Pena? O que acharam?

HEY BABY, I THINK I WANNA MARRY YOU

No início do mês, falei-vos aqui de um casamento ao qual ia em meados de Julho e para o qual tinha sido o cabo dos trabalhos encontrar algo que gostasse. Porquê, perguntam vocês? Tal como disse na publicação, procurava algo fora da minha zona de conforto e que fosse simultaneamente confortável, usável noutras ocasiões e que fosse giro. Neste tipo de cerimónia - sejam bailes de finalistas, batizados ou festas mais especiais -, acabo sempre por optar pelos macacões porque é algo que sei que me favorece. 

Por isso, desta vez, quis fugir completamente aos mesmos e optar por este vestido. Com um corte muito justo ao corpo e um comprimento até ao joelho com uma racha atrás, não era, de todo, a peça que associaria a mim mesma facilmente. Mas, assim que o experimentei, soube que era aquilo que queria usar - é super feminino, com um padrão floral amoroso e discreto qb. Além disso, o preço era bastante convidativo - por menos de 30€, não há como enganar - e facilmente adaptável para qualquer situação. Combinei-o com estes sapatos com um toque acetinado que encontrei na Zara e com umas pérolas gigantes e apostei um pouco na maquilhagem - que, para quem não costuma maquilhar-se de todo, não ficou nada mal. 






Vestido de Loja Local // Sapatos da Zara // Brincos da Parfois

O que acharam do meu conjunto? Usariam?
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